Armando Fernandes
- Pediatra

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Vários estudos revelam excesso de prescrição de antibióticos a crianças com doenças febris agudas, a maioria das quais de origem viral. A culpa é de todos, médicos (que prescrevem o antibiótico para situações sem indicação clínica, não usando as recomendações da Pediatria Baseada na Evidência!), enfermeiros (que muitas vezes aconselham os doentes/familiares a pedirem um antibiótico ao pediatra!), farmacêuticos (que fornecem antibióticos sem receitas médica!), laboratórios (que usam técnicas de marketing muito agressivas, muitas vezes salientando apenas as vantagens dos seus antibióticos!), doentes/familiares (que pressionam para a prescrição de antibióticos porque "a febre já persiste a alguns dias"!), comunicação social (que transmitem notícias muitas vezes incorrectas e sensacionalistas sobre "erros médicos"/"negligência médica", contribuindo para a "febrefobia" ) e Estado (que não regula e controla adequadamente o uso de antibióticos! Por exemplo, existem à venda em ambulatório antibióticos que só deveriam ser usados em ambiente hospitalar!). Felizmente, cada vez mais estes casos constituem a excepção e não a regra, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Pessoalmente, cada vez mais pratico a chamada "prescrição desfasada": a criança leva duas receitas, a do antibiótico só será para aviar alguns dias depois se a criança não melhorar. Considero a prescrição de antibióticos pelo telefone, sem prévia avaliação clínica, como um acto de má prática clínica!

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Copyright Armando Fernandes, Pediatra - Última actualização em 09-10-2020 - Email de Contacto: cptul.armando.fernandes@gmail.com
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